Glamour namoro

Fazer uma amizade só aumentou meu sentimento de isolamento

2019.12.31 19:00 Sinclair57827 Fazer uma amizade só aumentou meu sentimento de isolamento

Estou com vontade de escrever. Não vou conter o tamanho do texto, direi o que vier e jogarei a folha ao vento, talvez caia no colo de alguém que terá o interesse de ler.
Fiz uma amizade recentemente - falo isso com alguma insegurança. Gosto muito dela, mas me sinto inseguro ao pensar que ela me consideraria sua amiga. Talvez exista mesmo uma assimetria entre a imagem que faço dela e a que ela faz de mim, pois a partir da minha carência, a exalto. Não sei como as pessoas que têm muitos amigos lidam com esse volume, se os estimam em igual intensidade, se são indiferentes, e se a ausência deles faz alguma diferença. Sempre fui muito sozinho então estimei demais a presença das poucas pessoas que eu realmente gostava - duas ou três. Pensava nelas constantemente, lembrando das conversas e pensando o que diria em outras oportunidades. Me pergunto se elas pensam em mim também, e me entristeço ao considerar que talvez não, mas elas não precisam, nem devem, não posso depositar essas expectativas em ninguém, isso decorre apenas da minha carência.
Tivemos algumas conversas, eu e essa pessoa, e foram boas conversas, genuínas, sinceras e profundas. Fiquei imensamente feliz pela oportunidade, encontrei algo realmente raro, e com a felicidade e o desejo nascem, imediatamente, o temor da perda (quanto tempo passaria até que tivesse outra oportunidade equivalente?). Ela disse que também gostou, e depois fiquei pensando se não foi apenas gentil em me responder, ponderei as palavras que utilizou e as que omitiu. Por que eu sou tão inseguro e paranoico? O que eu precisaria para ser convencido? Que me abraçasse e me enchesse de beijos e elogios? É até um tanto grotesco o que surge quando narcisismo e insegurança se misturam.
Compartilhei algumas experiências, fui honesto de uma maneira muito estranha ao meu jeito usual. Queria deixar tudo sair, abaixar a guarda, já andava cansado de guardar para mim todas as minhas dores e tentando simular qualidades que não tenho, fingir segurança, autossuficiência, confiança, clareza de propósito, alegria. Eu sou inseguro mesmo, sinto medo, acho a vida difícil e confusa. Me sinto sozinho. Acho que muita gente se sente sozinha. É até irônica a quantidade de gente sozinha por aí, tentando esconder e agravando a própria solidão. Mas também sinto coisas boas, a considero minha amiga hoje e sinto vontade de demonstrar afeto, acho que eu sou carinhoso e sinto vergonha e medo de que tornando isso aparente a afastaria de mim, por dar a entender que tenho segundas intenções ou porque ninguém gosta de gente manhosa demais.
Queria que ela compartilhasse também, mesmo os detalhes mais irrelevantes da sua vida. Não por uma curiosidade acerca da sua vida, pois poderia fazer as mesmas perguntas para qualquer um e obteria respostas similares, mas pelo estabelecimento de uma confiança, de cumplicidade. Ela me consideraria próximo o bastante para me dizer como foi seu dia, como se sentiu, e uma memória feliz da infância, ou algo que tenha a tenha deixado melancólica. Mais do que estar na presença de pessoas, gostaria de ser relevante para alguém. Talvez, ir para além da minha esfera pessoal, do isolamento do meu mundo particular, e fazer parte do panorama da vida de outra pessoa.
Mas nada disso foi dito. Talvez seja o jeito dela, ou eu só não sou digno, ou pode ser que o que ela disse era o que ela considerava importante e eu sou, de fato, estimado. E eu não perguntei, na verdade.
Me lembro do que não devia ter dito e do que poderia ter dito melhor, e me sinto culpado e com medo de que isso talvez tenha criado uma má impressão e maculado permanentemente a imagem que ela tem de mim, e uma amizade profunda e potencial já não é mais possível. Paranoia. Não existe método para o nascimento de uma amizade, existe o contato necessário, mas o resultado pode ser um ou outro independentemente da minha vontade, não posso esperar o afeto de ninguém.
Ela não é a primeira e certamente não será a última pessoa que passará pela minha vida, não sei por quanto tempo. Sei que os intervalos entre uma e outra serão grandes. Isso me entristece, não consigo me livrar da ideia de que a condição humana seja, fundamentalmente, a solidão, cada um isolado na sua subjetividade e na sua própria história. Talvez não seja a condição humana mas a minha, certamente, é, quase uma doença crônica, uma dor que as vezes diminui mas está sempre lá.
Minha família não era de demonstrar afeto exacerbadamente, nunca aprendi a ser afetivo, eu era a única criança da casa, me isolei gradualmente dos meus colegas e não fiz um único amigo por todo o colegial. Há um ou outro sujeito com quem converso ocasionalmente, mas não faz diferença. Nunca pertenci a grupo algum, não me identifiquei com ninguém e meu único namoro foi desastroso. Minha alienação se acentuou após ingressar na faculdade, desenvolvi uma obsessão compensatória pelos estudos e passei uns bons 5 anos sem contato com praticamente ninguém, fiz um progresso estrondoso nesse tempo mas a custo do quê? A conquista perde seu glamour quando vejo sua causa, escapo para sonhos megalomaníacos porque a realidade banal é difícil demais para mim. Esses fatos compõem a base da minha vida e não é possível mudá-la, mesmo que eu me desenvolva de tal modo a ter mais pessoas presentes na minha vida, a base que me forma será sempre essa.
Penso em como pode ter sido a vida dela. Completamente diferente, imagino. Abro o seu instagram em um instinto voyeurístico, a vejo feliz com sua família e sinto inveja. Essa é uma mistura de sentimentos bem bizarra, inveja, paixão, felicidade (por vê-la feliz), ressentimento, carência, me sinto pequeno, ela parece inacessível para mim, por que ela manteria por perto alguém como eu? Ela sempre deve ter tido muitos amigos, fez teatro na juventude. Viveu suas aventuras. Como terá sido sua primeira paixão? Será que ela é feliz com seu passado? Eu devia parar de usar redes sociais, me sinto desconfortável quando olho suas fotos, invado sua privacidade e tento me projetar numa vida na qual não pertenço.
Por que me faço essas perguntas? Por que me menosprezo tanto? Poderia estar feliz pela oportunidade que recebi de conhecer alguém legal e esperar até o próximo momento que teríamos para conversar e só o que consigo fazer é rolar de um lado para o outro com essa dor insuportável no meu peito, perdendo a sanidade para a paranoia.
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2019.10.25 10:40 sogoodvibesaqui Glamour Garcia nega fim de namoro e já fala em casamento: “Tô querendo muito”

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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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2019.06.24 17:49 Amanda3exceler 4 Segredos por trás dos bastidores dos detetives particulares Elite Detetives

Na cultura popular, os detetives particulares são constantemente retratados como foras-da-lei armados que obtêm resultados que a polícia não consegue derrubando portas e sacudindo suspeitos.
Na realidade, esses detetives lidam com fraudes de seguro, infidelidade e impropriedade corporativa, vasculhando diligentemente registros e rastreando pessoas de interesse, usando a experiência adquirida com históricos em aplicação da lei, prevenção de perdas ou militares.
Isso não significa que eles não precisam ocasionalmente se disfarçar ou pensar rápido quando são vistos. Confira estes 6 fatos menos conhecidos sobre como é ser um detetive particular, reunidos pela Elite Detetives!

Curiosidades sobre a rotina de um detetive particular

Socorro em namoros virtuais

O namoro on-line tem sido uma benção para os investigadores particulares: as pessoas entrelaçadas em romances na internet às vezes começam a ter suspeitas sobre se a pessoa com quem estão se correspondendo está dizendo a verdade.
Dessa forma, os serviços contratados são para investigar e confirmar se a pessoa é quem diz ser.

Detetives fazem xixi em garrafas

Esse trabalho não vive de glamour: um elemento-chave no trabalho de vigilância é não sair do carro estacionado e quando se trata de usar o banheiro, você precisa estar disposto a usar uma garrafinha.
Para o número dois? É melhor segurar!

Eles podem caçar coisas nas latas de lixo

Apesar de ter uma riqueza de informações disponíveis tanto online quanto em locais de registros públicos. Os detetives às vezes descobrem que o melhor local para achar evidências é uma lata de lixo.

Detetives podem descobrir quanto dinheiro você tem

Os investigadores podem obter acesso às suas contas bancárias. Não para administrar seu dinheiro, mas para descobrir o quanto tem na sua conta, principalmente em casos de ativos retidos durante um divórcio ou outro litígio.

Como contar com os serviços de detetives particulares de qualidade?

Conte com a Elite Detetives para investigar por você. Nossa equipe de detetives particulares irá resolver seu caso, trabalhamos com investigação conjugal, empresarial, familiar, entre outros.

Conheça a Elite Detetives: https://www.elitedetetives.com.b
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